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12/08/2019 Na FIESC, indústrias conhecem oportunidades para fornecer ao setor de defesa

Secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, Marcos Degaut, participou do encontro promovido nesta quinta-feira (8), em Florianópolis

Florianópolis, 8.8.2019 – Indústrias catarinenses conheceram as oportunidades para fornecimento ao segmento de defesa nacional durante reunião do Comitê da Indústria de Defesa da FIESC (COMDEFESA), realizada nesta quinta-feira (8), em Florianópolis. No encontro, o secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, Marcos Degaut, destacou o efeito multiplicador dessa atividade. “Para cada real investido temos outros R$ 9 injetados na economia, ou seja, trata-se de um segmento realmente muito importante para o Brasil e Santa Catarina tem um potencial muito grande. Muitas vezes, se associa a indústria de defesa ou a economia de defesa apenas com armas e munições, mas vai muito além disso”, disse.

A reunião foi conduzida pelo presidente do Comitê, Cesar Olsen, com a participação do diretor institucional e jurídico da FIESC, Carlos José Kurtz, e do diretor de inovação da entidade, José Eduardo Fiates. Em sua apresentação, o secretário salientou que a economia de defesa traz geração de emprego, renda, tecnologia, possibilidades de exportação, arrecadação de divisas e geração de royalties. “Estamos falando de um segmento que em linhas gerais produziu a internet, o GPS e panelas teflon, por exemplo. Ou seja, são equipamentos que começaram com emprego militar a acabaram transbordando para o mundo civil”, explicou.

Degaut ressaltou que das 1.020 empresas cadastradas como de defesa no Brasil apenas 1,7% trabalham realmente com armas e munições. “Então, a economia de defesa vai muito além disso. Há têxteis, alimentação e a parte médica que é de extrema importância”, frisou. Segundo ele, Santa Catarina tem um potencial imediato no que diz respeito à área naval, com a construção das corvetas classe Tamandaré. Trata-se de um projeto da Marinha, que será executado em Itajaí pelo estaleiro Oceana, integrante do consórcio Águas Azuis, que também é composto pela Thyssenkrupp Marine Systems (TKMS) e Embraer. “Na construção de um projeto dessa natureza tem uma cadeia envolvida”, pontuou, lembrando que o setor de tecnologia da informação e comunicação, metalúrgico e metalmecânico têm oportunidades imediatas. “É apenas um exemplo das potencialidades. O importante é continuar com esse processo de aproximação para cada vez mais estimularmos o surgimento de novas oportunidades”, finalizou. 

Fonte: http://fiesc.com.br/