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24/06/2019 Fundos privados podem facilitar exportação de produtos de defesa

Eles estão sendo estruturados pelo Ministério da Defesa e têm o objetivo de dar garantia para que empresas brasileiras possam vender ao exterior com maior fluidez, informou o general Danilo Cezar Aguiar de Souza, diretor do departamento de financiamentos e economia do órgão

Assista à entrevista do general Danilo Aguiar de Souza sobre desburocratização de exportações de produtos brasileiros de base industrial de defesa e sobre a criação de fundos privados para auxiliar o embarque de produtos fabricados no país.

 

 

Florianópolis, 28.5.2019 – Para facilitar as exportações de produtos brasileiros de base industrial de defesa, o Ministério da Defesa está estruturando fundos de investimentos privados, informou o general Danilo Cezar Aguiar de Souza, diretor do departamento de financiamentos e economia de defesa do órgão. Acompanhado por técnicos do Ministério, ele participou da reunião do Comitê da Indústria de Defesa da FIESC (COMDEFESA), nesta quarta-feira (29), em Florianópolis. “Esses fundos serão constituídos por empresas e países estrangeiros e têm o objetivo de dar garantia para que as empresas brasileiras possam exportar com maior fluidez os produtos fabricados no Brasil”, explicou, salientando que o Ministério tem estabelecido contatos com empresas e governos de outros países para apoiar a indústria brasileira.

O assessor militar do departamento, Robson Alves Silva, informou que há dificuldades de financiamento para empresas que fornecem para o setor de defesa. Calcula-se que 90% da base de indústrias de defesa são empresas de pequeno e médio portes, que, muitas vezes, não conseguem cumprir exigência para conseguir crédito. “São fundos privados e a regulamentação deles será feita pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Vamos fazer a destinação dos recursos para atender os segmentos e para fazer chegar à ponta”, disse. Ele ressaltou que o processo de desenvolvimento de produtos de defesa é de longo prazo, exige investimentos em P&D e precisa ser dual, ou seja, com aplicação militar e civil. “A indústria de defesa não consegue viver sem dualidade e exportação”, afirmou, ressaltando que para o segmento de defesa não falta dinheiro, mas há contingenciamentos de orçamento.

Na reunião também foi apresentada a criação do Time Brasil junto à Camex (Câmara de Comércio Exterior, ligada ao Ministério da Economia). A iniciativa busca desburocratizar e criar um espaço único para conceder as autorizações para exportação dos produtos de defesa, cumprindo os requisitos necessários, mas com mais agilidade. “A constituição do Time Brasil é do Ministério da Defesa e tem o objetivo aproximar a base industrial com a Camex e o Ministério, orientando e facilitando a exportação”, declarou o general Aguiar.

“Temos feito uma aproximação muito grande com as demandas militares e as necessidades dos projetos das Forças Armadas, que, logicamente, reservam um volume de recursos. Além disso, a preferência é a aquisição por meio de empresas brasileiras. Não existe defesa sem a indústria local", afirmou o presidente do COMDEFESA, Cesar Olsen, lembrando que Santa Catarina tem indústria diversificada e muita tecnologia.